sábado, 28 de fevereiro de 2026

Missão SF: Impossível - Episódio 2: O Ataque




                                     



No dia seguinte, às três horas da tarde, Lins, Ali e todos os agentes da Agência Secreta AM chegam na área da casa abandonada do antigo amigo do Senegal. Eles estacionam os carros em frente à um restaurante que fica no meio de uma estrada em área rural, a quatrocentos metros da casa. 

- Agora, como foi combinado hoje, vamos tomar cautela, vamos seguir essa pequena estrada com areia e várias árvores com cuidado e armados sem fazer muito barulho, depois que a gente tiver caminhado um pouco nela! Para que ninguém veja a gente andando armado, temos que ter certeza de que não há nem Senegal e nem mais ninguém naquela casa! – diz Vinicius Bolt a todos os outros agentes, depois de terem todos descido dos carros. 

- Entendido, então vamos em frente! – diz Victor, um dos agentes. 

Todos começam a andar juntos e chegam á parte da estrada onde possui muitas árvores e pouca visão do que há fora dali. Depois de um minuto de caminhada nesse local, Vinicius diz a todos com voz baixa – Já podem levantar tirar suas armas do bolso! 

Todos levantam as armas e andam apontando para frente, seguindo na caminhada. Poucos minutos depois, com cautela todos chegam de frente à casa, a poucos metros dela. Eles olham para todos os lados para ver se há alguém por perto ou alguma ameaça. Depois de olharem para os lados e não verem ninguém no local, eles se aproximam mais da casa abandonada. 

Lins andando devagar e com arma apontada para frente chega até a porta da casa, ele abre rápido mas não vê ninguém dentro da casa. Ele de costas faz o gesto com a mão para todos entrarem na casa. Lins entra primeiro, todos entram depois, e ainda com armas na mão e andando devagar na sala, para se prevenirem de um ataque. Lins entra na cozinha da casa, também não vê ninguém. Ele entra nos quartos da casa e também não acha ninguém, nem debaixo de camas armários e mesas. Por último, ainda na frente de todos Lins chega ao quintal de fundo da casa, e também não acha uma pessoa. 

- Bem, está tudo limpo aqui, podemos planejar tudo tranquilo, por enquanto! – diz Lins aos outros agentes. 

- Mas nós temos que virar as coisas pra vermos se não há uma escuta, é perigoso a gente estar aqui e eles souberem! – diz Ali. 

- Melhor fazermos isso mesmo. 

Assim, todos se separam e começam a revirar as coisas pra ver se acham algo na casa. Minutos depois, Lins tira um pequeno quadro da parede do corredor da casa que liga até o quintal de trás, e vê um pequeno aparelho colado na parede que estava atrás do quadro. Ele tira esse aparelho da parede e o observa assustado. 

- Inacreditável! Pessoal, venham pra cá, eu achei uma escuta! – grita Lins para todos. 

Os agentes todos chegam próximos à ele. 

- O que você achou? – pergunta Vinicius Bolt. 

- Uma escuta! Eu achei isso aqui atrás do quadro na parede daqui, e está funcionando! É uma escuta nova que foi lançada ano passado, um modelo de marca alta! 

- Mas você tem certeza que isso tá funcionando? 

- Sim, está ligada, essa pequena luz vermelha acessa aqui é porque ela tá gravando! 

- Merda! Estão nos escutando, quebra logo isso Lins, precisamos sair daqui! 

Lins atira a escuta no chão, chuta ela 3 vezes contra a parede, pisa e quebra. 

Depois disso, todos começam a correr, saem da casa, mas aparece um helicóptero em distância alta e de lá começa a sair tiros contra eles. Sete agentes são atingidos, caem e morrem na hora. Lins, Ali, Vinicius Bolt, Victor e mais cinco agentes entram entre as árvores da estrada, olham pra trás correndo vendo eles mortos e começam a correr mais rápido ainda entre as árvores, com total desespero de todos. 

- Que droga! – grita Lins correndo, com olhos lacrimejando, muito assustado e em pânico. 

- Nos descobriram! – diz Ali ao seu lado. 

Continua saindo disparos do helicóptero, e o atirador agora mira nas árvores. Bernardo é atingido com tiro na cabeça e morre. Ali olha para trás, coloca suas mãos em cima de sua nuca e fica parado em estado de choque. Lins olha para trás também e vê o Ali parado, parando de correr também.

- Ali, corre! Deixa pra lá! 

- Isso não aconteceu, não aconteceu! – diz Ali se ajoelhando e observando o corpo de Bernardo com olhar depressiativo e de tristeza. 

- Ali, vai logo, vão atingir, corre! – exclama Lins, enquanto mais disparos são feitos em cima deles, a maior parte atingindo os topos das árvores. Lins rapidamente pega na mão do Ali, faz ele levantar do chão e os dois voltam a correr. O helicóptero chega mais próximo das árvores onde estão todos os agentes correndo e segue fazendo disparos. Victor em estado de pânico sai do local das árvores pelo lado e some da vista dos agentes. Mais dois são atingidos de costas entre as árvores e morrem na hora. Lins, Ali, Felipe, Vinicius Bolt e mais três agentes saem das árvores e continuam correndo em desespero, agora em ar livre. O helicóptero chega cada vez mais perto deles, em distância para o solo bem mais baixa e efetua disparos em direção a eles. Alguns disparos atingem as costas de Vinicius Bolt, que cai e morre na hora. Lins, Ali e outros agentes olham pra trás vendo ele morto no chão, mas o desespero pela sobrevivência é imenso e seguem correndo. Outros dois agentes são atingidos pela cabeça e morrem. Sobram Lins, Ali e mais um agente na correria, até que o helicóptero sofre uma grande explosão, fogos caem e são atirados no local das árvores junto com os destroços. Lins, Ali e o agente Neto observam a explosão. 

- Que porcaria foi essa? – pergunta Ali estando confuso. 

- Não podemos demorar, vamos entrar no meu carro! Temos que bater o pé daqui! – avisa Lins, pegando a chave de seu carro estacionado em frente ao restaurante, abrindo ele e entrando na porta da frente. 

Ali e Neto também entram, Lins liga o carro e ele rapidamente sai do local com o carro dirigindo muito rápido. 

- Que merda foi essa? Mataram todo mundo, o helicóptero explodiu! – pergunta Neto respirando rápido. 

- Eu não sei, mas todo mundo se foi, Victor sumiu, descobriram tudo! – lamenta Ali em choque e colocando suas duas mãos abertas em seu rosto. 

Neto abaixa a cabeça e coloca sua mão esquerda em cima da testa. 

- O nosso plano deu errado e todo mundo morreu, aonde fomos nos meter? – pergunta ele lacrimejando. 

- A gente pisou em ovos e tudo deu ruim, o Vinicius, o Felipe, o Guilherme... eu acho que foi pesadelo. 

- Pra onde vamos, Lins? – pergunta Neto. 

Lins não responde, estando com um rosto pálido. 

- Lins, diga pra onde a gente vai! – pede ele mais uma vez, mas com Lins ainda calado, em estado de completo choque, aparente paralisia e dirigindo veloz, apenas olhando para frente. 

- Lins, responde, precisamos saber! – pede Ali preocupado. 

Lins segue sem responder, sai da estrada com o carro e entra em uma outra rua mais movimentada do bairro.

- Ele tá em outro lugar! – diz Neto. 

- Lins, você vai atropelar alguém, para de correr assim com o carro! – exclama Ali. 

- Calem a boca, seus desgraçados, eu tô pensando aonde vamos! – grita Lins, logo depois batendo o carro em uma tenda com frutas, derrubando ela inteira. 

- Ei, o que você tá fazendo seu filho da mãe? – reclama o vendedor das frutas. 

- Lins, acorda! Você tem que acordar, tá dormindo?! – avisa Ali, chegando perto dele. 

Lins dá a ré com o carro, para com ele e volta a andar rápido com o veículo, sem dar satisfações ao vendedor da tenda. 

- Você vai pagar por isso seu filho da mãe! – reclama gritando o vendedor, com o carro mais longe. 

- Lins, você quer que eu dirija? – pergunta Ali.

Lins com a mão para trás dá um soco no nariz do Ali, fazendo ele sangrar. 

- Você tá maluco? Você tem problema? Você precisa me deixar dirigir essa merda, você tá louco! – grita ele puxando o braço de Lins. 

- Ali! Para! – pede Neto. 

- Para o quê? Ele deu um soco em mim do nada! 

- Ele está em choque, ainda mais que nós dois! 

- Lins, você vai acabar matando a gente dirigindo assim, você não tá bem, sai desse volante! – avisa Ali mexendo no braço esquerdo de Lins. 

- Eu não posso parar com ele, senão a gente pode morrer, a gente vai morrer, me solta! 

- Não, não vamos! Deixa que eu dirijo, por favor, você tá péssimo! 

Lins pensa um pouco, processa, respira fundo e para com o carro no meio da rua. 

- Vai logo! – diz Lins, logo depois saindo do carro e entrando no banco da frente do outro lado. Ali sai do carro e entra na frente para assumir o volante. Assim, ele sai andando com o carro.

- Vamos pensar no lugar mais seguro que a gente pode ir, senão podemos morrer! – diz Ali. 

- Vamos pra minha casa, quase ninguém sabe que a gente mora lá! – dá a sugestão Neto. 

- Mas quem sabe? 

- Apenas a minha mãe e o meu irmão que não tem contato com ninguém perigoso. 

Ali franze a testa. 

- Você tem certeza disso? 

Neto vira o olho para o lado. 

- Eu tenho, minha família é pequena, se eles descobrirem onde estamos, só usando uma artimanha! 

- Espero que não tenham! 

- Mas temos que chegar lá primeiro! 

Ali dá uma olhada rápida para o Neto no espelho. 

- Como assim? 

- Talvez estejam na nossa cola ainda! 

- Temos que ir pra sua casa logo! – diz Lins a Neto. – Anda rápido, Ali! 

- Calma, eu preciso da localização primeiro! Mande pra mim Neto. 

- Ok. 

Neto pega seu celular, pesquisa o endereço de sua casa no Google Maps, copia a localização, entra no WhatsApp e envia a localização para o Ali. 

- Já enviei – diz ele. 

- Temos que ver se a gente vai continuar na missão ou desistir! – diz Ali. 

Neto se coloca no meio dos bancos da frente e olha atentamente os olhos de Ali. 

- Você ainda pensa em voltar nessa?

- É o país que tá em jogo, o soro na mão de gente errada pode colocar tudo a perder. 

- E se essa chacina ter sido uma armação contra a gente? 

- Talvez, e mesmo que a agência tenha perdido quase todos, ainda tem a gente! 

- Quase morremos e ainda perdemos amigos, Senegal vai comprar essa cápsula se já não comprou, não temos o que fazer, melhor a gente ficar na nossa! – argumenta Neto. 

- Nós não temos escolha, tem que ser a gente! – diz Lins. 

- A gente? 
- Se a gente deixar tudo como tá, alguém vai tomar esse soro, seja Senegal mesmo ou quem for, e pode ganhar poderes na mão como ninguém teve – diz Lins a Neto com olhar de raiva. 

- Temos que pensar, dar nosso jeito, eu não confio no soro nem na mão do governo! – afirma Ali. 

- Vocês querem bancar os super heróis mesmo? A gente viu nossos amigos morrendo, quase fomos de vala, um helicóptero perseguiu a gente e explodiu seja lá o porquê e como... pra gente voltar nessa? 

- Entenda Neto... 

- Não, não tem entenda, a gente vai colocar tudo a perder por algo que a gente não sabe no que vai dar de fato! 

- Como a gente não sabe? Você tem noção do que é esse soro? Tem noção do perigo disso na mão de bandido? – pergunta Lins questionando e olhando nos olhos de Neto. 

- A gente não sabe o limite desse poder ainda, vai ter gente ajudando a conseguir as cápsulas! 

- Que gente, Neto? Na Polícia Federal? No governo? O que você acha que vão fazer com o soro? 

- Não é da nossa conta. 

- Eles vão fazer experimentos ilegais, Neto! Igual na DCQ! Eles vão usar isso como chantagem pra algo, como instrumeto de poder, isso é perigoso, tem que estar na nossa mão! 

- E nossa mão vão perseguir a gente e nos matar! 

- Eu perdi tudo o que eu tinha, meu pai, minha mãe, meus irmãos, não tenho nada a perder! – diz Lins. 

- Mas é melhor a gente também não se perder. 

- Eu não quero desistir também. Depois do que fizeram hoje, quero que a gente dê resposta – afirma Ali. 

- O meu pai morreu na mão de bandido, tentou desvendar um esquema todo da Polícia e mataram ele, eu não quero viver fugindo, eu quero encarar! – diz Lins. 

- E aí a gente morre também com três pessoas tentando resolver um caso nacional contra uma facção inteira e um bilionário chefe de comunidade! – argumenta Neto. 

- Esse caso já está repercutindo no mundo todo, Neto! A gente tem a nossa tecnologia e recursos pra tentar fazer algo, temos que confiar na gente! – diz Ali. 

- Não sei se devemos! – diz Neto olhando pra baixo enquanto balança um pouco a cabeça de um lado ao outro. 


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