sábado, 28 de fevereiro de 2026

Missão SF: Impossível - Episódio 2: O Ataque




                                     



No dia seguinte, às três horas da tarde, Lins, Ali e todos os agentes da Agência Secreta AM chegam na área da casa abandonada do antigo amigo do Senegal. Eles estacionam os carros em frente à um restaurante que fica no meio de uma estrada em área rural, a quatrocentos metros da casa. 

- Agora, como foi combinado hoje, vamos tomar cautela, vamos seguir essa pequena estrada com areia e várias árvores com cuidado e armados sem fazer muito barulho, depois que a gente tiver caminhado um pouco nela! Para que ninguém veja a gente andando armado, temos que ter certeza de que não há nem Senegal e nem mais ninguém naquela casa! – diz Vinicius Bolt a todos os outros agentes, depois de terem todos descido dos carros. 

- Entendido, então vamos em frente! – diz Victor, um dos agentes. 

Todos começam a andar juntos e chegam á parte da estrada onde possui muitas árvores e pouca visão do que há fora dali. Depois de um minuto de caminhada nesse local, Vinicius diz a todos com voz baixa – Já podem levantar tirar suas armas do bolso! 

Todos levantam as armas e andam apontando para frente, seguindo na caminhada. Poucos minutos depois, com cautela todos chegam de frente à casa, a poucos metros dela. Eles olham para todos os lados para ver se há alguém por perto ou alguma ameaça. Depois de olharem para os lados e não verem ninguém no local, eles se aproximam mais da casa abandonada. 

Lins andando devagar e com arma apontada para frente chega até a porta da casa, ele abre rápido mas não vê ninguém dentro da casa. Ele de costas faz o gesto com a mão para todos entrarem na casa. Lins entra primeiro, todos entram depois, e ainda com armas na mão e andando devagar na sala, para se prevenirem de um ataque. Lins entra na cozinha da casa, também não vê ninguém. Ele entra nos quartos da casa e também não acha ninguém, nem debaixo de camas armários e mesas. Por último, ainda na frente de todos Lins chega ao quintal de fundo da casa, e também não acha uma pessoa. 

- Bem, está tudo limpo aqui, podemos planejar tudo tranquilo, por enquanto! – diz Lins aos outros agentes. 

- Mas nós temos que virar as coisas pra vermos se não há uma escuta, é perigoso a gente estar aqui e eles souberem! – diz Ali. 

- Melhor fazermos isso mesmo. 

Assim, todos se separam e começam a revirar as coisas pra ver se acham algo na casa. Minutos depois, Lins tira um pequeno quadro da parede do corredor da casa que liga até o quintal de trás, e vê um pequeno aparelho colado na parede que estava atrás do quadro. Ele tira esse aparelho da parede e o observa assustado. 

- Inacreditável! Pessoal, venham pra cá, eu achei uma escuta! – grita Lins para todos. 

Os agentes todos chegam próximos à ele. 

- O que você achou? – pergunta Vinicius Bolt. 

- Uma escuta! Eu achei isso aqui atrás do quadro na parede daqui, e está funcionando! É uma escuta nova que foi lançada ano passado, um modelo de marca alta! 

- Mas você tem certeza que isso tá funcionando? 

- Sim, está ligada, essa pequena luz vermelha acessa aqui é porque ela tá gravando! 

- Merda! Estão nos escutando, quebra logo isso Lins, precisamos sair daqui! 

Lins atira a escuta no chão, chuta ela 3 vezes contra a parede, pisa e quebra. 

Depois disso, todos começam a correr, saem da casa, mas aparece um helicóptero em distância alta e de lá começa a sair tiros contra eles. Sete agentes são atingidos, caem e morrem na hora. Lins, Ali, Vinicius Bolt, Victor e mais cinco agentes entram entre as árvores da estrada, olham pra trás correndo vendo eles mortos e começam a correr mais rápido ainda entre as árvores, com total desespero de todos. 

- Que droga! – grita Lins correndo, com olhos lacrimejando, muito assustado e em pânico. 

- Nos descobriram! – diz Ali ao seu lado. 

Continua saindo disparos do helicóptero, e o atirador agora mira nas árvores. Bernardo é atingido com tiro na cabeça e morre. Ali olha para trás, coloca suas mãos em cima de sua nuca e fica parado em estado de choque. Lins olha para trás também e vê o Ali parado, parando de correr também.

- Ali, corre! Deixa pra lá! 

- Isso não aconteceu, não aconteceu! – diz Ali se ajoelhando e observando o corpo de Bernardo com olhar depressiativo e de tristeza. 

- Ali, vai logo, vão atingir, corre! – exclama Lins, enquanto mais disparos são feitos em cima deles, a maior parte atingindo os topos das árvores. Lins rapidamente pega na mão do Ali, faz ele levantar do chão e os dois voltam a correr. O helicóptero chega mais próximo das árvores onde estão todos os agentes correndo e segue fazendo disparos. Victor em estado de pânico sai do local das árvores pelo lado e some da vista dos agentes. Mais dois são atingidos de costas entre as árvores e morrem na hora. Lins, Ali, Felipe, Vinicius Bolt e mais três agentes saem das árvores e continuam correndo em desespero, agora em ar livre. O helicóptero chega cada vez mais perto deles, em distância para o solo bem mais baixa e efetua disparos em direção a eles. Alguns disparos atingem as costas de Vinicius Bolt, que cai e morre na hora. Lins, Ali e outros agentes olham pra trás vendo ele morto no chão, mas o desespero pela sobrevivência é imenso e seguem correndo. Outros dois agentes são atingidos pela cabeça e morrem. Sobram Lins, Ali e mais um agente na correria, até que o helicóptero sofre uma grande explosão, fogos caem e são atirados no local das árvores junto com os destroços. Lins, Ali e o agente Neto observam a explosão. 

- Que porcaria foi essa? – pergunta Ali estando confuso. 

- Não podemos demorar, vamos entrar no meu carro! Temos que bater o pé daqui! – avisa Lins, pegando a chave de seu carro estacionado em frente ao restaurante, abrindo ele e entrando na porta da frente. 

Ali e Neto também entram, Lins liga o carro e ele rapidamente sai do local com o carro dirigindo muito rápido. 

- Que merda foi essa? Mataram todo mundo, o helicóptero explodiu! – pergunta Neto respirando rápido. 

- Eu não sei, mas todo mundo se foi, Victor sumiu, descobriram tudo! – lamenta Ali em choque e colocando suas duas mãos abertas em seu rosto. 

Neto abaixa a cabeça e coloca sua mão esquerda em cima da testa. 

- O nosso plano deu errado e todo mundo morreu, aonde fomos nos meter? – pergunta ele lacrimejando. 

- A gente pisou em ovos e tudo deu ruim, o Vinicius, o Felipe, o Guilherme... eu acho que foi pesadelo. 

- Pra onde vamos, Lins? – pergunta Neto. 

Lins não responde, estando com um rosto pálido. 

- Lins, diga pra onde a gente vai! – pede ele mais uma vez, mas com Lins ainda calado, em estado de completo choque, aparente paralisia e dirigindo veloz, apenas olhando para frente. 

- Lins, responde, precisamos saber! – pede Ali preocupado. 

Lins segue sem responder, sai da estrada com o carro e entra em uma outra rua mais movimentada do bairro.

- Ele tá em outro lugar! – diz Neto. 

- Lins, você vai atropelar alguém, para de correr assim com o carro! – exclama Ali. 

- Calem a boca, seus desgraçados, eu tô pensando aonde vamos! – grita Lins, logo depois batendo o carro em uma tenda com frutas, derrubando ela inteira. 

- Ei, o que você tá fazendo seu filho da mãe? – reclama o vendedor das frutas. 

- Lins, acorda! Você tem que acordar, tá dormindo?! – avisa Ali, chegando perto dele. 

Lins dá a ré com o carro, para com ele e volta a andar rápido com o veículo, sem dar satisfações ao vendedor da tenda. 

- Você vai pagar por isso seu filho da mãe! – reclama gritando o vendedor, com o carro mais longe. 

- Lins, você quer que eu dirija? – pergunta Ali.

Lins com a mão para trás dá um soco no nariz do Ali, fazendo ele sangrar. 

- Você tá maluco? Você tem problema? Você precisa me deixar dirigir essa merda, você tá louco! – grita ele puxando o braço de Lins. 

- Ali! Para! – pede Neto. 

- Para o quê? Ele deu um soco em mim do nada! 

- Ele está em choque, ainda mais que nós dois! 

- Lins, você vai acabar matando a gente dirigindo assim, você não tá bem, sai desse volante! – avisa Ali mexendo no braço esquerdo de Lins. 

- Eu não posso parar com ele, senão a gente pode morrer, a gente vai morrer, me solta! 

- Não, não vamos! Deixa que eu dirijo, por favor, você tá péssimo! 

Lins pensa um pouco, processa, respira fundo e para com o carro no meio da rua. 

- Vai logo! – diz Lins, logo depois saindo do carro e entrando no banco da frente do outro lado. Ali sai do carro e entra na frente para assumir o volante. Assim, ele sai andando com o carro.

- Vamos pensar no lugar mais seguro que a gente pode ir, senão podemos morrer! – diz Ali. 

- Vamos pra minha casa, quase ninguém sabe que a gente mora lá! – dá a sugestão Neto. 

- Mas quem sabe? 

- Apenas a minha mãe e o meu irmão que não tem contato com ninguém perigoso. 

Ali franze a testa. 

- Você tem certeza disso? 

Neto vira o olho para o lado. 

- Eu tenho, minha família é pequena, se eles descobrirem onde estamos, só usando uma artimanha! 

- Espero que não tenham! 

- Mas temos que chegar lá primeiro! 

Ali dá uma olhada rápida para o Neto no espelho. 

- Como assim? 

- Talvez estejam na nossa cola ainda! 

- Temos que ir pra sua casa logo! – diz Lins a Neto. – Anda rápido, Ali! 

- Calma, eu preciso da localização primeiro! Mande pra mim Neto. 

- Ok. 

Neto pega seu celular, pesquisa o endereço de sua casa no Google Maps, copia a localização, entra no WhatsApp e envia a localização para o Ali. 

- Já enviei – diz ele. 

- Temos que ver se a gente vai continuar na missão ou desistir! – diz Ali. 

Neto se coloca no meio dos bancos da frente e olha atentamente os olhos de Ali. 

- Você ainda pensa em voltar nessa?

- É o país que tá em jogo, o soro na mão de gente errada pode colocar tudo a perder. 

- E se essa chacina ter sido uma armação contra a gente? 

- Talvez, e mesmo que a agência tenha perdido quase todos, ainda tem a gente! 

- Quase morremos e ainda perdemos amigos, Senegal vai comprar essa cápsula se já não comprou, não temos o que fazer, melhor a gente ficar na nossa! – argumenta Neto. 

- Nós não temos escolha, tem que ser a gente! – diz Lins. 

- A gente? 
- Se a gente deixar tudo como tá, alguém vai tomar esse soro, seja Senegal mesmo ou quem for, e pode ganhar poderes na mão como ninguém teve – diz Lins a Neto com olhar de raiva. 

- Temos que pensar, dar nosso jeito, eu não confio no soro nem na mão do governo! – afirma Ali. 

- Vocês querem bancar os super heróis mesmo? A gente viu nossos amigos morrendo, quase fomos de vala, um helicóptero perseguiu a gente e explodiu seja lá o porquê e como... pra gente voltar nessa? 

- Entenda Neto... 

- Não, não tem entenda, a gente vai colocar tudo a perder por algo que a gente não sabe no que vai dar de fato! 

- Como a gente não sabe? Você tem noção do que é esse soro? Tem noção do perigo disso na mão de bandido? – pergunta Lins questionando e olhando nos olhos de Neto. 

- A gente não sabe o limite desse poder ainda, vai ter gente ajudando a conseguir as cápsulas! 

- Que gente, Neto? Na Polícia Federal? No governo? O que você acha que vão fazer com o soro? 

- Não é da nossa conta. 

- Eles vão fazer experimentos ilegais, Neto! Igual na DCQ! Eles vão usar isso como chantagem pra algo, como instrumeto de poder, isso é perigoso, tem que estar na nossa mão! 

- E nossa mão vão perseguir a gente e nos matar! 

- Eu perdi tudo o que eu tinha, meu pai, minha mãe, meus irmãos, não tenho nada a perder! – diz Lins. 

- Mas é melhor a gente também não se perder. 

- Eu não quero desistir também. Depois do que fizeram hoje, quero que a gente dê resposta – afirma Ali. 

- O meu pai morreu na mão de bandido, tentou desvendar um esquema todo da Polícia e mataram ele, eu não quero viver fugindo, eu quero encarar! – diz Lins. 

- E aí a gente morre também com três pessoas tentando resolver um caso nacional contra uma facção inteira e um bilionário chefe de comunidade! – argumenta Neto. 

- Esse caso já está repercutindo no mundo todo, Neto! A gente tem a nossa tecnologia e recursos pra tentar fazer algo, temos que confiar na gente! – diz Ali. 

- Não sei se devemos! – diz Neto olhando pra baixo enquanto balança um pouco a cabeça de um lado ao outro. 


sábado, 21 de fevereiro de 2026

Missão SF: Impossível - Episódio 1: O Anti-Matéria


                                   


Lins está deitado no sofá de sua casa de noite na Barra da Tijuca. Seu telefone toca e ele atende.

- Olá, senhor Vinicius Bolt! - diz Lins. 

- Olá, Lins, como você tá? - pergunta Vinicius Bolt. 

- Estou bem e o senhor? - pergunta Lins. 

- Estou bem também! Lins, eu preciso que você venha para uma reunião urgente aqui na Agência Secreta AM, temos uma missão muito tensa pra gente fazer! - diz Vinicius. 

- Que missão é essa? - pergunta Lins. 

- Prefiro comentar sobre isso na hora da reunião, é ultra secreto, prefiro não arriscar e não falar em telefone para não deixar qualquer tipo de possibilidade de rastro! - afirma Vinicius. 

- Quando vai ser essa reunião? - pergunta Lins.

- Amanhã às dez horas da manhã! - diz ele. 

- Ok, eu estarei lá - afirma Lins. 

- Agradeço, boa noite Lins! - diz Vinicius.

- Boa noite chefe! - diz ele. 

No dia seguinte de manhã, Lins chega de carro ao estacionamento do prédio da Agência Secreta AM. Assim, ele estaciona o veículo, desce do carro e sobe nas escadas do prédio. Subindo nelas, ele chega na sala de atendimento, mostra o seu crachá de agente da AM para a secretária e ela permite sua entrada no corredor onde há as salas onde os agentes operam seu trabalho. Lins entra no corredor e depois disso entra na sala onde haverá a reunião entre todos os agentes da AM. 

- Bem vindo de volta, Lins, quanto tempo! - cumprimenta Vinicius apertando a mão dele. 

- Sim, muito tempo, uma semana que não venho mais pra cá! - diz Lins de forma sarcástica. 

- E você voltou pra fazer um trabalho duro, teremos uma das missões mais bizarras da nossa carreira! - diz Vinicius Bolt. 

- Mais bizarra do que se passar por um traficante comprador de drogas, enganar um Cartel e entregar eles à polícia? Duvido! - afirma Lins. 

- Acredite, sim! Ela é mais bizarra do que você pensa - diz Vinicius. 

- Veremos então! - diz Lins. 

Minutos depois, a reunião começa e o diretor da Agência Secreta AM começa a explicar o plano da missão para os 15 agentes da empresa. 

- Bem, agentes do AM, o que teremos de fazer agora é muito acima de qualquer missão que já planejamos e executamos! O que a gente fará agora é algo para tentar não salvar apenas a nossa cidade, mas o nosso país! Recebi relatórios de amigos meus de outra agência secreta e nelas constam que foi desenvolvida uma arma química letal e poderosa, capaz de transformar qualquer ser humano em uma pessoa muito poderosa e praticamente invencível! Trata-se do soro que foi denominado pelos criadores como Anti-Matéria, desenvolvido pelo Departamento de Ciência Química, da cidade de Nova Iguaçu, empresa que foi investigada pela Polícia Federal, em que a justiça do estado do Rio de Janeiro fechou as atividades cinco meses atrás e que vários membros dela foram presos! E os motivos das prisões foram experimentos ilegais que os cientistas e químicos dela fizeram em pessoas e animais! Eles sequestravam animais e até pessoas para experimentarem reações químicas nelas e até mutações! Uma das criações que envolve química e mutação dessa empresa é justamente o soro do Anti-Matéria, que transforma qualquer homem em uma arma de soltar ácido pelos dedos, um ácido que destrói qualquer tipo de matéria da existência! Não estou brincando, para quem não sabe, isso saiu um pouco nas notícias mas foi ofuscado pela mídia, que tentou esconder o perigo das criações perigosas dessa empresa, o que é estranho! Alguns teorizam que o Departamento de Ciência Química, a DCQ, comprou o silêncio de veículos de comunicação, mas ainda não há certeza disso! A certeza que temos é que essa arma está a solta e precisa ser pega e escondida de forma urgente em um lugar seguro! Relatórios de agentes da Inteligência Secreta de Niterói, agência que amigos meus operam nela, provam que o soro Anti-Matéria foi roubado por criminosos de uma facção criminosa de Cabo Frio, o Quarto Comando do Estado, ou também QCE! Os bandidos conseguiram invadir o Departamento de Ciência Química e roubar o soro, e para piorar, pretendem vender esse soro para um psicopata chamado Ibañez, também conhecido pelo apelido de Senegal Killer, um argentino que viveu anos em São Paulo e em Pernambuco, se mudou para o Rio de Janeiro há três anos e conseguiu tomar a liderança de uma pequena favela da cidade do Rio, chamada oficialmente de Favela das Rosas mas depois adotada por moradores como SF! Senegal matou o líder de lá e muitos moradores dela, inclusive teve ajuda do Comando Vermelho para tomar essa comunidade e agora ela está com toda a segurança equipada com as armas e membros do CV! Dizem que o Senegal pagou uma quantia absurda para o CV a fim de ter seus homens protegendo sua liderança da SF e agora quer pagar um valor de bizarros 2 bilhões de reais para comprar esse soro do Quarto Comando do Estado e possuir ele! É um soro que está dentro de uma cápsula de 1 litro, que assim que ele entra no sangue de alguém, a pessoa ganha uma mutação em que o sangue dela se transforma em ácido, todo o sistema nervoso da pessoa muda, o sistema digestivo, os músculos, absolutamente tudo muda, a pessoa que tomar o Anti-Matéria vira praticamente uma máquina de matar e um outro tipo de ser humano, e esse ácido pode sair pelos dedos de forma fácil e sem sequelas no indivíduo! Todo o DNA da pessoa muda em uma velocidade jamais vista na ciência, e além disso a pessoa que recebe o soro do Anti-Matéria também dá uma capacidade de super-força que qualquer ser humano jamais poderia alcançar! Isso não é uma história 'hollywoodiana', é algo seríssimo e que temos o dever de resolver, pelas capacidades tecnológicas e preparação militar que temos! Se o Anti-Matéria chegar nas mãos de Senegal Killer, ele se tornará o ser humano mais poderoso do planeta e poderá ser extremamente difícil detê-lo! O potencial máximo deste soro é ainda incerto, se um homem tomá-lo, será automaticamente uma ameaça para o nosso país, e possivelmente para a humanidade! - discursa Vinicius Bolt. 

- Mas como nós vamos ter que pegar esse soro e impedir a venda pro Senegal? - pergunta Lins. 

- Dois amigos meus agentes da Inteligência Secreta de Niterói se infiltraram no Quarto Comando do Estado após o roubo da cápsula do Anti-Matéria no Departamento de Ciência Química! Descobriram e me informaram sobre essa posse do soro que eles têm, nem os colegas agentes deles sabem disso, contaram apenas pra mim, porque não confiam em seus colegas de trabalho! Eles disseram a mim que alguns comandados de Senegal vão se encontrar amanhã com bandidos do QCE para entregarem parte do dinheiro da venda a eles e receberem o soro do Anti-Matéria! Isso em uma casa abandonada em uma parte rural no bairro de Santa Cruz, a mais de 30 quilômetros daqui! - diz Vinicius Bolt. 

- Então a sua ideia é irmos até essa casa, matarmos todos esses bandidos e pegarmos a cápsula? - pergunta Ali. 

- Sim, inclusive eu já tenho a localização exata de onde fica essa casa, é uma que um amigo de Senegal morava, mas ficou abandonada depois que ele morreu! - afirma Vinicius Bolt. 

- Que horas amanhã eles vão comparecer nessa casa? - pergunta Victor. 

- Vai ser às dez horas da noite. Precisamos chegar na casa antes deles chegarem e acharmos um lugar para atirarmos nos bandidos e pegarmos a cápsula! Mas antes disso a gente necessita conhecer bem o local e analisarmos como podemos interceptar eles, o ideal é chegarmos lá já de tarde e estudarmos a localidade! - explica Vinicius Bolt. 

- Seus amigos te falaram que o horário marcado do encontro é mesmo às dez da noite? - pergunta Lins. 

- Sim, eles me disseram isso com toda a certeza! - diz Vinicius. 

- Eles são realmente confiáveis? - pergunta Lins. 

- Sim, os conheço desde a infância. Se passaram por bandidos e conseguiram entrar para o QCE conseguindo todas as informações que precisamos! - afirma Vinicius Bolt. 

- Bem, estou dentro dessa, chefe! Mostre a localização dessa casa! - pede Lins. 

Vinicius Bolt liga seu notebook e seu projetor, e transmite na tela através do projetor a localização da casa abandonada em Santa Cruz em imagem real no Google Maps. 

- A casa fica praticamente no meio do mato no conjunto Otacílio Câmara. Algumas pequenas estradas de areia ligam a essa casa e também a outras, que são abandonadas também! - diz Vinicius Bolt. 

[Ic]Ali se levanta e anda para perto da tela. 

- Precisamos achar um local para atirarmos de longe nos bandidos! - afirma Ali. 

- É isso o que precisamos fazer, e meus amigos agentes também me enviaram fotos de bandidos do QCE, para podermos identificá-los amanhã! - diz Vinicius Bolt. 

- Que tal a gente ir para essa casa já hoje para a gente se preparar com mais antecedência? - pergunta Lins. 

- Acho que seria uma boa ideia, ganharíamos tempo para pensarmos em um bom plano! - diz Vincius Bolt. 

- Hoje eu tenho um compromisso no médico, eu não conseguiria ir a Santa Cruz hoje! - afirma Marcelo Low. 

- Eu também não, hoje mesmo vai haver a festa de casamento do meu irmão de noite! - diz Bernardo. 

- Tudo bem, mas eu preciso que todos compareçam e ajudem no plano 8 da manhã porque é muito importante, esse caso pode afetar toda a nossa vida e de milhões de pessoas, talvez bilhões! - afirma Vinicius Bolt. 

- Mas se ao menos alguns de nós podermos ir para a área da casa hoje, é bom irmos, porque vamos ganhar tempo! - diz Lins. 

- Bem, então levante a mão quem vai ter tempo pra ir a casa hoje! - pede Vinicius Bolt.

Oito pessoas, além de Lins, levantam. 

- Ótimo, então vamos lá hoje pra gente se preparar! Falem um horário pra gente sair daqui e irmos a caminho de Santa Cruz! - pede Vinicius. 

- Duas horas da tarde hoje por mim tá de boa! - diz Neto. 

- Duas da tarde para vocês que vão ir está bom? - pergunta Vinicius. 

Oito agentes respondem positivamente. 

Então vamos pôr a mão na massa! - diz Vinicius. 

Quatro horas depois, Lins, Ali, Vinicius Bolt, Victor e outros cinco agentes chegam separados em três carros em frente à casa abandonada do amigo de Senegal. Descendo do carro, todos observam a casa de fora. 

- Bem antiga, pelo que parece! - diz Lins. 

- De fato, parece ser uma casa construída há 50 anos - diz Ali. 

- Vou ver se essa porta está trancada! - diz Lins. 

Ele vira a maçaneta da porta de entrada da casa e consegue abrir. 

- Não trancaram, deixaram a casa aberta! - diz Lins. 

- Deixaram essa casa grande pra trás mesmo, nesse deserto - Vinicius Bolt. 


Todos entram na casa, entrando direto na sala e vêem sofás antigos e empoeirados, dois abajures antigos em cima de pequenas mesas ao longo dos sofás, uma TV antiga, tapetes sujos e muitos quadros nas paredes. 

- Pra quem quiser ganhar mais dinheiro, dá pra pegar esses quadros e vendermos em algum lugar! - diz Victor. 

- É uma boa ideia, mas eu já ganho bem - diz Ali. 

- Esse amigo deve ser bem velho - afirma Lins. 

- Segundo um amigo meu, ele é! Não deram detalhes de quem ele era exatamente, eu só sei que ele teve uma relação próxima de Senegal - diz Vinicius Bolt. 

- E ele está vivo? - pergunta Lins. 
- Não, mas pelo jeito ele morreu e não deixou essa casa aqui pra ninguém, não devia ter planos para esse lugar antes da morte! - afirma Vinicius.

Eles entram na cozinha e encontram uma mesa de madeira grande com flores, uma geladeira antiga e armários de madeira com pratos e talheres dentro. 

- As coisas pelo menos foram deixadas organizadas - diz Victor. 

- O cara pode ter arrumado outra casa antes de morrer e deixou essa aqui pra trás, acho que ele não quis vender ou estava procurando alguém pra vender ainda! - diz Ali. 

- Não tem uma placa de aluguel ou venda aqui, então pode ser verdade, ou essa casa pertence ao Senegal, o amigo dele pode ter vendido a ele ou dado! - diz Lins. 
- Pode ser! - diz Ali. 

- Lugar bem tranquilo, calmo, pássaros cantando aqui perto, casa antiga, seria bom de morar! - diz Victor. 

- Prefiro lugares mais agitados, isso aqui é pra velho - afirma Lins. 

Todos abrem armários e entram em todos os lugares da residência. Minutos depois, Vinicius Bolt chega perto de todos no quintal de fundo da casa e pergunta - Vocês encontraram algo que pode nos dar uma informação relevante? 

- Não, encontrei nada demais, nenhum documento, boleto, sangue, só algumas fotos dele e de pessoas da família dele! - diz Lins. 

- Me mostre! - pede Vinicius. 

Lins entrega as fotos a Vinicius e ele observa as fotos com calma. Depois de ver algumas, ele vê a foto de um adolescente ao lado do amigo de Senegal. 

- Venham ver essa foto! - pede Vinicius aos agentes. 

Todos chegam perto dele e observam a fotografia. 

- Parece ser o Senegal quando era menor! - diz Ali. 

- É ele mesmo, nitidamente, essa amizade aparentemente durou muito tempo! - diz Vinicius. 

- Se o amigo de Senegal morou aqui há décadas e o Senegal só começou a morar aqui no Rio há três anos, como eles se conheceram? Senegal viajava para cá ou o cara ia para onde o argentino morava? - pergunta Victor. 

- Meus amigos de Niterói não me deram essas informações, mas sabemos que eles tinham amizade - afirma Vinicius. 

- Essa história está um pouco mal contada na minha opinião - diz Ali. 

- Mas isso não é importante, o que importa é a gente matar o Senegal e os bandidos que vão vender a cápsula pra ele, e destruirmos ela depois! - diz Vinicius. 

- Ok então! - diz Ali. 

Minutos depois de olharem a casa, todos saem dela e entram nos carros para voltarem às suas casas. Lins chega em sua casa na Barra da Tijuca e se deita no sofá. Ele liga a TV e vê que está passando em um jornal uma reportagem do caso do roubo de cápsulas no Departamento de Ciência Química. 

O jornalista do noticiário diz - Ainda é incerto os responsáveis pelo roubo das cápsulas que tinham elementos químicos fabricados de forma ilegal pelos cientistas presos! O roubo aconteceu há poucos meses e a Polícia Federal segue investigando e procurando evidências do que envolve os bandidos que invadiram a empresa. Quinze pessoas e vinte animais foram resgatados pela Polícia dentro da DCQ e estavam sendo usados de cobaia em experimentos de mutação, radição e de química, sendo que dez desses indivíduos estão em estado grave de saúde e alguns estão sofrendo efeitos severos de radiação, sendo tratados no Hospital Mais Saúde na cidade do Rio de Janeiro, e mais três pessoas foram encontradas mortas dentro de caixões em um dos quartos da empresa. E há evidências de mais mortos que estão, segundo alguns cientistas presos, com corpos já cremados. A Polícia Federal e o Governo Lula tratam este caso com prioridade e estão investigando diariamente tentando achar os bandidos que roubaram as cápsulas perigosos, porque muitos dos experimentos antes secretos dessa empresa, eram muito avançados e jamais visto antes na ciência, ao menos com conhecimento público. Autoridades dos Estados Unidos, Israel, de países europeus e inclusive da China estão oferendendo ajuda para o caso, mas Lula ainda reluta em aceitar ajuda e no momento está querendo contar apenas com suas forças nacionais. 

Lins abre o Twitter e vê notícias e comentários sobre o caso do roubo. Ele entra em outras redes sociais também, além de entrar em grupos de WhatsApp, com muitas pessoas falando sobre a DCQ. Depois disso, ele liga para o Ali, que já está em sua casa deitado na cama. 

- Oi, Lins, fala! - atende Ali. 

- Você está vendo o noticiário? A Polícia Federal está investigando o roubo dentro da DCQ! - diz Lins. 

- Ué, mas a mídia não estava deixando de noticiar esse caso? - pergunta Ali. 

- Agora não mais, isso não estava sendo muito noticiado antes, tanto que eu nem fiquei sabendo antes de Vinicius comentar sobre, mas agora parece que está começando a repercutir na mídia e redes sociais, por que estavam escondendo antes? - pergunta Lins. 

- Não sei, mano, a Polícia Federal pode ter vazado ou por algum motivo que não sabemos ela pode ter comentado isso para veículos de comunicação! - diz Ali. 

- Eu acho esquisito, pode ter alguma coisa por trás da mídia sobre esse caso que não sabemos! - diz Lins.

- Pode ter, porque eu acho estranho também isso ficar meses sem ser falado, e aí do nada isso começa a ser noticiado em jornais! - afirma Ali. 

- Mas enfim, a Polícia Federal está na cola pra achar essas cápsulas roubadas, mas nós temos que conseguir elas antes deles, não podemos confiar na Polícia e nem no Governo Federal terem posse dessas cápsulas! - diz Lins 

- Sim, alguém com poder pode usá-las pra fins ilegais também, eu não confio em ninguém pra possuir elas além da nossa Agência, tô contigo! E o engraçado é que nós noticiários estão falando de mais de uma cápsula roubada e não apenas uma, como o Vinicius disse! - diz Ali. 

- O que o Vinicius falou é que amigos dele disseram que o Senegal vai comprar apenas uma cápsula e não mais, ou seja, os bandidos do QCE estão com outras! Química perigosa na mão de gente perigosa não dá em coisa boa - diz Lins. 

- Nós vamos tentar interceptar essa compra do Senegal, mas depois temos que nos reunir pra ver o que podemos fazer contra o QCE com outras cápsulas, deve ter químicas mais ou tão poderosas quanto à que Senegal quer possuir e não sabemos! - diz Ali. 

- Amanhã é o dia da gente metralhar esses filhos da mãe incluindo o Senegal e concluir a primeira parte do nosso objetivo! - diz Lins.

- Eu confesso que tô bastante ansioso e pensando muito nisso, mas vai dar tudo certo! - afirma Ali. 

- Vai dar, porque não pode dar errado, a gente tá mexendo com o poder desse país e talvez do mundo, mas a nossa equipe é boa - diz Lins. 

- Enfim, vou dar uma cochilada agora, estou cansado, depois nos falamos mais! - diz Ali. 

- Bom descanso, tchau! - diz Lins, desligando a ligação. 

No dia seguinte de manhã, Lins faz uma corrida na calçada da rua de sua casa enquanto escuta música no fone de ouvido, até que um homem atravessa a rua e faz um gesto com a mão de parar ao Lins. Ele tira o seu fone. 

- Olá - diz Lins.

- Lins, você precisa me escutar, os seus amigos vão morrer, você pode morrer ainda hoje, quero que tome cuidado! - diz o homem.

- Como sabe meu nome? E quem é você? - pergunta Lins. 

- O meu nome é Jonh, eu sei que tá sendo estranho mas me ouça, se você ir tentar impedir o Senegal de comprar a cápsula você vai morrer e seus amigos também vão! - diz Jonh. 

- Eu não sei quem é você e como você sabe disso? Isso tá estranho, me fale o que você tá fazendo aqui, como sabe de tudo isso! - diz Lins. 

- Eu vou te explicar com calma, mas eu quero que acredite em mim! - diz Jonh. 
Lins de costas toma um forte tiro e a bala atravessa e fura todo o peitoral dele por dentro formando um pequeno círculo. Ele olha para seu peitoral, vê muito sangue jorrando e observa isso com olhar de desespero. Logo depois, ele acorda do sonho aflito e com olhos bem abertos por conta do susto, em sua cama. 

Missão SF: Impossível - Episódio 2: O Ataque

                                      No dia seguinte, às três horas da tarde, Lins, Ali e todos os agentes da Agênc...